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Família transforma casca de cupuaçu e castanha-do-pará em artesanato

Com a venda dos produtos a família de Cacoal lucra R$ 1 mil por mês. 
Os materiais necessários são encontrados no quintal da casa.

Apesar de ter como principal atividade financeira a pecuária e o cultivo do café, a família de Adonai de Oliveira Santos, de 52 anos, encontrou no artesanato uma forma de completar a renda. Produtos retirados da mata, como cupuaçu e castanha-do-pará em menos de duas horas se transformam em animais artesanais, como joaninhas, gansos e elefantes. Há cerca de 10 anos a atividade entrou para a família, mas somente há dois anos as peças passaram a ser comercializadas. A família lucra R$ 1 mil por mês com a venda dos produtos.

Adonai ajuda a esposa na confecção das peças (Foto: Magda Oliveira)Adonai ajuda a esposa na confecção das peças
(Foto: Magda Oliveira)

As peças criativas vão tomando forma nas mãos da esposa Jandira Ahnert, de 43 anos. Segundo a artesã há dez anos enquanto o esposo retirava cupuaçu do pé, começou a observar a casca e na brincadeira montou um avestruz, desde então não parou de criar. As peças eram produzidas para a decoração da casa, mas após ficar doente, Jandira precisou comercializar seus produtos, pois já não conseguia contribuir com os trabalhos da roça.

“Depois que tive meningite nunca mais consegui realizar serviços pesados, nem mesmo o doméstico. O artesanato foi uma saída para ocupar minha mente e melhorar a renda”, disse Jandira, destacando que somente com medicação gasta R$ 300 mensais.

Toda a família se envolve na confecção do artesanato. “Meu esposo e meu filho se dedicam a encontrar os materiais na mata, cortar e parafusar a peça, já eu e minha filha cuidamos da montagem e do acabamento”, conta Jandira, afirmando que praticamente todos os materiais necessários são encontrados no quintal da casa. A família dedica cerca de duas horas por dia para a atividade.

Adonai mostra a matéria-prima utilizada para a confecção das peças (Foto: Magda Oliveira)Adonai mostra a matéria-prima utilizada para a
confecção das peças (Foto: Magda Oliveira)

São mais de 70 espécies diferentes de animais criados pela família, como cobras, papagaios, joaninhas, pavões, tartarugas, gansos, abelhas, tatus, elefantes, coelhos, gansos, bonecas. A matéria-prima utilizada é o casco da castanha-do-pará, cupuaçu, cipó, boleira, coco da Bahia seco, bucha vegetal, aproveitamento de tronco de árvores e outros frutos retirados da mata.
Para a confecção dos animais artesanais, Jandira conta que o mais difícil de trabalhar são os produzidos com o reaproveitamento da casca da castanha-do-pará, pois o material é duro para manusear. A demora para a conclusão de cada peça varia de 30 minutos a 2 horas.

O sonho de Jandira e da família é conseguir alugar um espaço na cidade para expor e vender seus produtos, pois no sítio não há tanta visibilidade para as peças.

Os valores das peças prontas variam de R$ 8 a R$ 80. A venda é realizada nas quintas-feiras no Feirão do Produtor Rural, mas a família também está se preparando para a 15ª edição da Exposição Agropecuária de Cacoal, onde estarão expondo seus produtos em um estande do dia 7 a 11 de agosto.

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