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Artesanato de Corumbá à deriva

Fundada em 22 de novembro 1975 como antigo Prosol (Promoção Social), pela Dna. Maria Ligia que era 1° dama do então Estado de Mato Grosso uno no governo de José Garcia Neto, o prédio datado de 1900 era a antiga Cadeia Pública. Corumbá possuía o 3° Prosol do Estado, sendo o 1° sediado na cidade de Cuiabá e o 2° na cidade de Campo Grande.

Com a desfuncionabilidade do espaço antes utilizado com Cadeia Pública tinha por valor implícito em “Transformar as mãos que tiram vidas em mãos que dão vida”, declarou João Antonio “Tanabi”, um dos fundadores da Casa do Artesão fundada com este nome após a divisão do Estado.

O prédio pertence ao Estado e em primeira e segunda votação foi aprovado pela Assembléia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul a doação do local para a prefeitura de Corumbá, por este motivo o prédio não foi incluído no PAC das cidades históricas.

Corumbá viveu o auge do artesanato nos anos 75 a 80, onde havia um fluxo intenso de turismo, onde era possível comercializar e fornecer artesanatos de Cuiabá, como as redes cuiabanas, cerâmicas de Poconé, licores de frutas pantaneiras, inclusive artesanatos do Xingu. Tudo isso era possível através de câmbios artísticos entre os artesãos onde que desta forma poderiam estar fornecendo ao turista que não disponha de deslocamento às regiões distantes do Estado e fora dele.

Saudade de um tempo que passou é o que lamenta Tanabi, “Estamos trabalhando para despertar em esta juventude o amor pelo artesanato, pela musica regional como o Cururu e o Siriri e a viola de cocho”.

Corumbá aponta uma queda de 40% em sua produção artesanal e a perda de muitos artesãos que partiram para outros municípios ou faleceram sem deixar a herança do oficio, como o ‘poncho de mangaba’, antes elaborado por um peão de fazenda que utilizava suas folgas de sábado e domingo para impermeabilizar o poncho artesanal com a seiva da mangaba, ele já era bem idoso e já falecido há anos, além destes itens há outros mais com o ‘mata mosquito’ de cacho de acury, trabalhos em madeira como pilão gamelas, os laços de couro e vísceras que eram coloridos com ervas nativas.

Até mesmo nossa viola de cocho não é tão comum de ser encontrada no comércio artesanal local.

Em visita a este Semanário uma das questões elencadas ao prefeito Paulo Duarte é a retomada e valorização do artesanato local que era comercializado em feiras nos moldes das que vinham ocorrendo na Rua Antonio Maria Coelho com a Av. General Rondon.

Definições
Trabalho manual ou manualidade: É tudo aquilo elaborado com matéria já processada como cesto de papel, bordados etc.

Artesanato: É a transformação da matéria prima em artesanato como escultura em madeira, trabalhos em cutelaria, fabricação artesanal de licor etc.

 

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