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Índias do Acre levam artesanato a Nova Iorque

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A Associação das Produtoras de Artesanato das Mulheres Indígenas Kaxinawá de Tarauacá e Jordão foi selecionada para participar da exposição “Mulher Artesã Brasileira” em Nova Iorque (EUA). As obras produzidas serão expostas na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro deste ano.

A associação é formada por 500 mulheres indígenas no interior do Acre, que produzem peças de artesanato para serem comercializadas na loja “Bari da Amazônia”, no Mercado Velho, centro de Rio Branco.

Representante da associação na cidade e responsável pela loja, Raimunda Mawapey Kaxinawá (32) fala emocionada sobre a seleção. “É um desafio, eu topei e participei da seleção, mas em momento algum eu pensei que seríamos selecionados, porque no Brasil tem vários artesãos muito bons”, disse.

Raimunda conta que dos 15 artesãos brasileiros selecionados, a associação foi a única que representa o trabalho indígena. “É motivo de muita alegria, de conquista, de superação de preconceitos, de romper as barreiras”, disse Raimunda.

Oficina de artesanato indígena será realizada na capital acreana

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Segundo a artesã, as indígenas trabalham principalmente com a tecelagem e tudo que pode ser produzido com ela, além da produção de cestas, artefatos de cerâmica e bijuterias. Raimunda lembra que nas aldeias, todo esse conhecimento é passado de geração para geração.
“Trabalhamos com a tecelagem desde a matéria-prima, desde o cultivo. Nós fazemos nosso próprio roçado, plantamos o nosso algodão, fabricamos a nossa própria linha e fazemos diversas peças de tecelagem, desde redes, mantas, lençóis, roupas, assessórios como tiaras, bolsas, tapetes e brincos”, explica Raimunda.
Apenas no trabalho com as bijuterias, as indígenas utilizam matéria-prima comprada, mas os desenhos montados são inspirados nos “kenês” (desenhos indígenas). “Os desenhos têm um significativo muito grande, temos 63 diferentes. Os pigmentos também são naturais, nós extraímos da floresta”, fala.
O grupo de mulheres trabalha diretamente nas comunidades indígenas produzindo as peças artesanais. Mesmo com dificuldades no transporte dos artefatos, Raimunda fica responsável por recolher esse material e trazê-lo até Rio Branco, onde é comercializado.
“Mulher Artesã Brasileira”
Para representar o Brasil, artesãos de 12 estados foram selecionados. A exposição faz parte do Programa de Artesanato Brasileiro (PAB), que ocorre em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Associação Brasileira de Exportação de Artesanato (Abexa). O PAB tem a finalidade de coordenar e desenvolver ações de valorização do artesão e a empresa artesenal.

Fonte: Caio FulgêncioDo G1 AC

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